Minas Gerais ocupa a terceira posição no ranking nacional de roubo de cargas e concentra cerca de 12,1% das ocorrências registradas no país, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.
O cenário mantém o estado entre os principais focos desse tipo de crime no Brasil e acende o alerta para regiões estratégicas fora do eixo tradicional, como o Triângulo Mineiro.

Minas Gerais responde por cerca de 12% dos casos no país e ocupa o 3º lugar no ranking nacional; BR-050 e BR-153 entram no radar das quadrilhas
De acordo com o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Fetcemg), Gladstone Viana Diniz Lobato, a dinâmica da região está diretamente ligada à presença industrial em Uberlândia.
“Por causa da fábrica da Souza Cruz, em Uberlândia, o Triângulo também possui forte incidência de roubo”, afirmou, em entrevista ao Diário do Comércio.
A declaração evidencia o peso das cargas de cigarro no avanço das ocorrências. O produto está entre os mais visados pelas quadrilhas por ter alta liquidez no mercado ilegal e facilidade de distribuição.
Além disso, o Triângulo Mineiro está inserido em um dos principais corredores logísticos do país. Rodovias como a BR-050 e a BR-153 concentram grande fluxo de transporte e funcionam como ligação entre diferentes regiões, o que amplia a vulnerabilidade a ações criminosas.
Em nível nacional, o Brasil registra milhares de ocorrências por ano, com prejuízos bilionários para o setor. Em Minas Gerais, a tendência recente aponta para a interiorização do crime, com avanço fora da Região Metropolitana de Belo Horizonte e maior presença em áreas com forte atividade logística, como o Triângulo.
Esse movimento impacta diretamente o setor produtivo, elevando custos com segurança, seguros e operação. Empresas têm reforçado investimentos em tecnologia e monitoramento, mas ainda enfrentam desafios diante da atuação cada vez mais organizada das quadrilhas.

