A última pesquisa de intenção de voto divulgada pelo instituto Quaest, um dos mais categorizados do país, mostra o governador Daniel Vilela — pré-candidato à reeleição pelo MDB — na liderança absoluta, com 33%. Não está sendo “ameaçado” por nenhum dos adversários.
Pré-candidato pelo PSDB, Marconi Perillo aparece com 21%, em processo de estagnação. O que barra seu crescimento é a rejeição — a mais alta de todos os postulantes. A história de sua prisão (não foi condenado, frise-se) e o fato de ter recebido 14,5 milhões de reais do Banco Master & Daniel Vorcaro podem contribuir para aumentar sua rejeição.

Daniel Vilela, governador de Goiás: líder nas pesquisas de intenção de voto | Foto: Divulgação
Pode-se dizer que 21% é o teto de Marconi Perillo? Pela média, dada a margem de erro, a resposta é sim. Porém, noutra pesquisa, ele apareceu com 24%. Ou seja, perdeu três pontos percentuais. Então, pode-se postular que está caindo, ainda que levemente.
Outro problema de Marconi Perillo é uma “ausência”, quer dizer, não tem um general eleitoral do porte de Ronaldo Caiado a apoiá-lo. Seu marketing, de atacar o ex-governador, com o objetivo de desidratar Daniel Vilela, pode ser um equívoco. Porque só reforça a ideia de continuidade — vista como positiva pelos eleitores — entre o ex-governador e o governador.
A terceira colocada é Adriana Accorsi, do PT, que aparece com 10%. Como diz que não será candidata, a tendência é que o PT banque Luis Cesar Bueno para governador. O ex-deputado apareceu numa pesquisa com 4%.
Chamado de Wilder “Choque de Pilha” Morais até pelos aliados, o pré-candidato do PL tem 9% das intenções de voto. Figura em quarto lugar — atrás até da postulante do PT. É um maul sinal.
As pesquisas, e não apenas o levantamento da Quaest, sinalizam para um quadro que vale examinar com e para além dos números.
