O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que o nome do escolhido para compor a vice no seu projeto será anunciado nesta quarta-feira, 1º. A fala foi dada a jornalistas antes da sua participação no Centro de Debates de Políticas Públicas, em São Paulo, na noite desta segunda-feira, 29.
“Vamos por etapa, mas já está definido que na quarta-feira, às 11 horas da manhã, nós apresentaremos o vice que vai compor a nossa chapa.”
A apresentação será realizada na sede do PSD Nacional, em Brasília. Caiado evitou falar aos jornalistas qual seria o perfil do escolhido (a). Ao ser questionado se havia andamento de conversas com Michelle Bolsonaro como vice na sua chapa, Caiado afirmou que não pode “fazer qualquer especulação em relação a outro partido” e que não faz “encontros às escondidas”. Apesar disso, teceu elogios ao trabalho desenvolvido pela esposa de Jair Bolsonaro à frente ao PL Mulher.

Há a expectativa de que o nome do vice de Caiado seja do próprio GiIberto Kassab, presidente do PDS
“Eu respeito cada partido lançar o seu candidato. Não cabe a mim de maneira nenhuma ir buscar alternativas num momento tão delicado quanto este. Agora, eu respeito o trabalho que ela desenvolveu no Brasil, eu respeito a liderança que ela tem, é uma pessoa que, sem dúvida alguma, construiu uma força, como ela é a presidente do PL Mulher, ela conseguiu uma força realmente consistente no meio evangélico e também no meio das mulheres. Isso é uma realidade”.
Perguntado se Michelle seria uma boa vice, Caiado respondeu: “Quem não queria tê-la?”
Caiado fala sobre atritos na família Bolsonaro
Caiado também comentou sobre os conflitos internos no campo da direira, especificamente envolvendo integrantes da família Bolsonaro. Para ele, disputas internas tendem a enfraquecer campanhas eleitorais e argumentou uma organização dentro do seu partido, ressaltando uma forte presença municipalista e condições de disputar o segundo turno.
“Uma campanha eleitoral exige que você tenha condições de construir uma base que possa levar a sua campanha adiante. Ninguém suporta ‘fogo amigo.’ Ou seja, tiro dentro da mesma trincheira, é difícil sobreviver. O PSD tem uma estrutura organizada, unida, força partidária, uma composição de prefeitos, o maior número no Brasil. Nós temos que ter um candidato que tenha condições de chegar ao segundo turno e bater as eleições”, afirmou.
Caiado afirmou que aos jornalistas que falar sobre “herdar votos” diante dos recentes imbróglios envolvendo a família Bolsonaro é “vulgarizar a disputa da Presidência da República.”
“Eu acho que, neste momento, a sociedade está disposta a ver se um candidato à Presidência da República tem a estatura moral, se tem a condição de ter a liturgia de ser um presidente da República. Eu não vou entrar nesse ti-ti-ti porque isso é vulgarizar a disputa da Presidência da República. Nós temos que debater temas relevantes no momento em que o país vive a maior crise que já passou”, destacou.
Com informações: Jornal Opção

