
Casa ligada à Alexandre Pires fica no bairro Jardim Karaíba e foi alvo de buscas da PF — Foto: Google Street View/Reprodução
Dois endereços em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ligados ao cantor Alexandre Pires, foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (23).
O compositor foi um dos alvos da segunda fase da Operação Disco de Ouro que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O grupo é suspeito de vender cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
A assessoria jurídica de Alexandre Pires disse que a relação mantida entre o cantor e Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época, e que não houve qualquer relação jurídica ou comercial entre os dois.
Os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon também foram alvos da PF. A ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais para o sequestro de bens e valores, expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Boa Vista. Não há mandados de prisão.
A ordem dos mandados de busca e apreensão foi expedida pela Justiça Federal para ser cumprida em dois locais:
- uma residência localizada na rua Atiaia, no bairro Jardim Karaíba
- um escritório localizado na avenida Francisco Ribeiro, no bairro Santa Mônica.
- Segundo informações do mandado, a casa pertence à Alexandre Pires. Já no caso do escritório, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), indicado na ordem judicial, é da empresa A. P. N. Serviços Ltda., do ramo de produção musical, de propriedade do cantor, mas com sede na avenida Rondon Pacheco, local diferente do endereço indicado para o cumprimento do mandado, onde está localizado um escritório de contabilidade.
