Uma possível greve nacional dos caminhoneiros, com início previsto para a próxima quinta-feira (05), ganhou repercussão nas redes sociais e provocou dúvidas sobre o abastecimento de combustíveis e a circulação de mercadorias pelo Brasil.
Apesar das mensagens que anunciam uma paralisação por tempo indeterminado, não há confirmação de que o movimento realmente acontecerá. Uma das principais lideranças da categoria, inclusive, negou a convocação.
Trata-se de Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), que esclareceu a situação neste sábado (31).

Mensagens sobre uma paralisação nacional ganharam força nas redes sociais, mas liderança da categoria esclareceu a situação e falou sobre as negociações com o Governo Federal
Em declaração ao ND Mais, ele afirmou que não existe nenhuma greve nacional programada para novembro e explicou que uma reportagem antiga sobre uma possível mobilização voltou a circular na internet.
A informação também ganhou repercussão depois que o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) compartilhou, no Instagram, uma publicação que mencionava a possibilidade de paralisação dos caminhoneiros.
Chorão reconheceu, entretanto, que a categoria enfrenta dificuldades e continua cobrando melhorias nas condições de trabalho, especialmente em relação aos custos do transporte rodoviário.
Embora tenha negado a convocação para novembro, Chorão não descartou uma greve futuramente, caso a categoria considere necessário pressionar o governo por novas medidas.
Dessa forma, não existe, neste momento, confirmação de que os caminhoneiros vão interromper as atividades no dia 5 de novembro, tampouco informações verificadas que indiquem risco imediato de desabastecimento em razão dessa suposta mobilização.

