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Vítima que fez sinal de socorro e namorado agressor trabalhavam no mesmo local em Uberlândia

de Antônio Paulino
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A mulher de 31 anos que fez o sinal universal de socorro para denunciar agressões do companheiro, em Uberlândiatrabalhava no mesmo local que o agressor. O homem, de 34 anos, foi preso em flagrante na quarta-feira (18) e segue detido no Presídio Professor Jacy de Assis por violência doméstica.

De acordo com o relato da vítima à Polícia Militar (PM), o namorado estava de folga no dia, mas foi até o local de trabalho, no Praia Clube, no bairro Cidade Jardim, sob o pretexto de almoçarem juntos. No entanto, passou a exigir que a mulher deixasse o serviço imediatamente para ir embora com ele, inclusive sem registrar o ponto, e a ameaçou, afirmando que continuaria as agressões ao chegarem em casa.

O sinal de socorro foi criado durante a pandemia por uma fundação canadense de apoio às mulheres, para que a vítima peça ajuda sem que o agressor perceba — Foto: Reprodução/RBS TV

Diante da recusa da vítima, o homem torceu um dos dedos da mão dela, usando força física para constrangê‑la a sair do local. Ela conseguiu pedir ajuda aos colegas e contou para a coordenação os episódios de violência que vinha sofrendo. A PM foi chamada e conseguiu prender o suspeito.

Em nota, o clube informou que prestou apoio imediato à colaboradora e reforçou o compromisso com a segurança e o bem-estar dos funcionários. Leia a nota ao final da reportagem.

Série de agressões em poucos meses de namoro

Conforme o registro policial, a mulher mantinha relacionamento com o suspeito há cerca de três meses, mas há pelo menos dois meses vinha sofrendo agressões físicas, patrimoniais e psicológicas constantes.

No dia da prisão, além de torcer o dedo da vítima, ela relatou que o homem também atingiu a perna dela com uma garrafa, durante uma crise de ciúmes. Ele alegava que a companheira estaria conversando com outros homens. A agressão deixou marcas na coxa esquerda.

A vítima informou ainda que o companheiro exercia controle sobre os aparelhos telefônicos dela, tanto o celular pessoal quanto o corporativo, com acesso remoto, o que, segundo a polícia, configura controle e vigilância abusiva.

Lesões antigas e violência no ambiente de trabalho

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes contra a mulher. Segundo a delegada Lia Valechi, a vítima apresentava diversas lesões pelo corpo, incluindo cicatrizes compatíveis com agressões com faca, além de marcas causadas por objetos arremessados, socos e murros em episódios anteriores.

A delegada ressaltou que, além de violência doméstica, o crime de dano também será investigado, já que o suspeito destruiu diversos móveis da casa da vítima.

“Apesar do pouco tempo de relacionamento, ainda no início do segundo mês o suspeito passou a adotar comportamentos agressivos, como ameaças, calúnia, intimidação e constrangimento da vítima no próprio local de trabalho”, afirmou a delegada.

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