Meses antes de desaparecer, a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência contra o síndico do condomínio onde morava, em Caldas Novas.

Daiane Alves continua desaparecida
No depoimento, feito em agosto do ano passado, ela relatou perseguição, restrições no prédio e até agressão física durante uma discussão.
Daiane contou que, desde janeiro de 2025, passou a ser impedida de circular pelo condomínio, mesmo sendo proprietária de seis apartamentos junto com a família. Segundo ela, foi barrada em áreas comuns, teve problemas com entregas e até dificuldade para pegar a chave do apartamento da mãe. A corretora disse que precisou ir à Justiça para garantir acesso ao prédio.
Outro ponto citado foi a falta constante de água nos apartamentos da família. Daiane afirmou que o síndico controlava os registros e que, ao questioná-lo, levou um soco e uma cotovelada no rosto. Já testemunhas disseram que viram a corretora exaltada, batendo em portas. Imagens de câmeras mostram discussão, mas não registram agressão.
• Desaparecimento
Os conflitos se arrastaram por meses e, em reunião, moradores aprovaram a saída da corretora do condomínio. Daiane desapareceu em 17 de dezembro, após ir ao subsolo verificar um problema de energia. O caso é investigado pela Delegacia de Investigação de Homicídios, e nenhuma hipótese foi descartada.
