A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas, enfrentava um conflito com moradores do prédio onde vivia. Antes do sumiço, uma assembleia do condomínio chegou a aprovar a expulsão da moradora, decisão que acabou sendo suspensa pela Justiça.
De acordo com a mãe da Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, a corretora era perseguida pelo condomínio.

Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes
Em agosto do ano passado, cerca de quatro meses antes do desaparecimento de Daiane, moradores do prédio realizaram uma Assembleia Geral Extraordinária que decidiu, por maioria, pela expulsão da corretora do condomínio. A decisão previa que Daiane deixasse o edifício em até 12 horas e mantivesse distância da área da recepção.
A corretora entrou com ação na Justiça alegando irregularidades na convocação da assembleia e ausência de direito de defesa. O Judiciário suspendeu os efeitos da decisão até a análise completa do caso.
A Justiça entendeu que a moradora não teve chance de se defender e que a assembleia pode não ter seguido as regras do próprio condomínio, como o prazo e a forma correta de convocação.
