A confiança construída dentro de uma igreja foi um dos caminhos usados para atrair vítimas para o esquema de pirâmide financeira pelo qual a influencer Isabela Christy Gomes Barros foi condenada, segundo investigadores. Hoje morando em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ela exibe nas redes sociais uma rotina de luxo enquanto responde a novos processos e investigações.
De acordo com a Polícia Civil, Isabela frequentava um ambiente religioso e utilizava a credibilidade conquistada entre os fiéis para ampliar a rede de investidores.
“A gente descobriu que ela frequentava o ambiente religioso e isso ali era também utilizado para angariar novas vítimas“, afirmou um dos investigadores ao Fantástico.

Izabela Cristy, condenada por crime de pirâmide financeira, vive vida de luxo em Dubai. — Foto: Reprodução/Fantástico
A estratégia funcionava principalmente por meio de indicações. Uma pessoa que confiava em Isabela apresentava o negócio a amigos, parentes e conhecidos, criando uma corrente de novos investidores.
Segundo os investigadores, o esquema atingiu pessoas de diferentes perfis e classes sociais. Apenas em uma rua de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mais de 12 vizinhos teriam investido dinheiro e acabado no prejuízo.
As investigações apontam que Isabela e o então marido, Davi Robson de Barros, prometiam rendimentos muito acima do mercado para atrair investidores. O primeiro inquérito identificou cerca de mil vítimas em todo o Brasil.
Hoje, Isabela mora em Dubai e é alvo de um novo inquérito policial. Segundo a investigação, há indícios de que ela tenha voltado a captar investidores a partir do exterior. Ao Fantástico, ela afirmou ser inocente e disse que pretende devolver aos clientes os valores investidos, sem os lucros prometidos.


