Equipes de resgate encontraram os dois pescadores de Uberlândia mortos no Rio Paranaíba ao amanhecer desta quinta-feira (23). A localização dos corpos encerrou uma operação de buscas que durou quatro dias contínuos. Antônio Alves Teodoro, de 60 anos, e Alaor Rodrigues da Silva, de 77 anos, estavam desaparecidos desde a última segunda-feira (20), quando saíram para pescar em um rancho no lado goiano do rio.
Mobilização e buscas no Rio Paranaíba
As forças de segurança mobilizaram uma grande operação conjunta para encontrar os moradores de Uberlândia. A ação reuniu bombeiros militares de Minas Gerais e de Goiás, além do acompanhamento direto da Marinha do Brasil.

Corpos de Antônio Alves Teodoro, de 60 anos, e Alaor Rodrigues da Silva, de 77 anos, foram localizados na manhã desta quinta-feira (23) Foto: CBMMG/Divulgação
Durante a quarta-feira (22), quatro mergulhadores especializados realizaram varreduras profundas em áreas que variavam entre quatro e 17 metros de profundidade. Além disso, os socorristas concentraram os trabalhos nos locais onde acharam o barco submerso e em pontos indicados pela família das vítimas.
Apesar do esforço contínuo de toda a equipe, as varreduras de quarta-feira terminaram sem resultados. Por isso, os bombeiros planejavam retomar os mergulhos às 7h30 desta quinta-feira. Contudo, a equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás localizou os corpos flutuando na superfície logo nas primeiras horas do dia.
Localização das vítimas e investigação
Os socorristas encontraram os corpos próximo à ponte Quinca Mariano, na margem goiana do Rio Paranaíba. Segundo o registro da ocorrência, os idosos saíram do rancho rumo a um tablado de pesca tradicional, mas não retornaram nem mandaram notícias.
A suspeita sobre o acidente aumentou quando a esposa de um dos idosos foi até o local procurar pelo marido. Na ocasião, ela visualizou a embarcação parcialmente afundada. Em seguida, os bombeiros acharam o tablado aberto e encontraram a licença de pesca de uma das vítimas perto da embarcação.
Por fim, a Polícia Civil assumiu a perícia no local e instaurou um inquérito para apurar as causas exatas das mortes. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) antes da liberação para os familiares prestarem as últimas homenagens em Uberlândia.


