A proposta de construção de uma nova unidade prisional em Catalão movimentou a sessão da Câmara Municipal realizada nesta terça-feira (19) e provocou intenso debate entre os parlamentares. A discussão não ocorreu em torno da necessidade da obra, considerada importante diante da atual realidade do sistema prisional local, mas principalmente sobre a forma como o projeto estaria sendo conduzido.
Atualmente, a unidade prisional de Catalão, localizada no bairro Jardim Primavera, enfrenta um cenário de superlotação. Construída na década de 1980 para receber cerca de 80 detentos, a estrutura abriga hoje aproximadamente 400 reeducandos, realidade que evidencia a necessidade de ampliação da capacidade do sistema.

Além da superlotação, o atual presídio de Catalão está localizado em uma região da cidade inadequada
Apesar do reconhecimento sobre a importância de uma nova unidade, vereadores demonstraram insatisfação ao afirmarem que a notícia surgiu sem diálogo prévio com a Câmara Municipal, Prefeitura ou população.
O presidente da Câmara, Jair Humberto, afirmou não ser contrário à construção do presídio, mas defendeu que o tema precisa ser amplamente debatido com moradores, parlamentares e com a própria administração municipal.
Segundo os posicionamentos apresentados durante a sessão, a principal preocupação está relacionada à escolha do local e aos impactos que a instalação poderá gerar, especialmente diante da necessidade de planejamento urbano e participação popular.
Nos bastidores políticos, o nome do ex-prefeito Adib Elias também entrou no debate. Informações apontam que ele estaria atuando junto ao Governo de Goiás para viabilizar a construção da obra. No entanto, conforme as manifestações registradas, parte da discordância estaria relacionada à forma como as articulações vêm sendo conduzidas.
A discussão deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novos debates envolvendo poder público, lideranças políticas e a comunidade.

