Uma enfermeira que mora em Anápolis, mas trabalha no Distrito Federal (DF), acabou sendo agredida por uma paciente após orientar que ela buscasse outra unidade de saúde para ser atendida.
O caso aconteceu no último domingo (09), no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), segundo informações do Correio Braziliense.
Gisella Souza Pereira, de 42 anos, relatou que a mulher tinha preenchido ficha de triagem relatando mal-estar, dor abdominal leve e dor ao urinar há dois dias. Com esses sinais, ela recebeu a classificação azul de gravidade, para sintomas mais leves.

Enfermeira foi agredida após dizer a paciente que não havia vagas disponíveis para atendê-la em hospital. (Foto: Reprodução/Correio Braziliense)
Por isso, foi informada de que deveria ser atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Unidade Básica de Saúde (UBS).
Isso porque o HRSam estava em bandeira vermelha para clínica médica, quando há restrição ou superlotação no setor. Pela condição, os atendimentos eram voltados prioritariamente aos casos graves.
Diante disso, a paciente teria pedido que a enfermeira preenchesse um documento que comprovasse a presença no hospital. Gisella explicou que isso não seria possível, já que ela não tinha sido atendida.
Então, a mulher solicitou que tirasse uma foto da tela do computador, o que foi autorizado pela servidora.
Segundo Gisella, a paciente começou a filmá-la nesse momento. Ela pediu que parasse, e a agressão começou. Os socos, tapas e arranhões atingiram o rosto, tórax, pescoço e mãos da profissional.
Na versão da suspeita, ela diz ter sido empurrada e segurada pelos cabelos durante o conflito. O marido e vigilantes do hospital teriam intervindo, separando as duas.
As envolvidas foram levadas à delegacia de Samambaia e depois ao Instituto Médico Legal (IML), para registrar a lesão corporal.
