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Forças de Segurança discutem uso da inteligência artificial no combate à violência contra a mulher

de Antônio Paulino
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Representantes das policias Militar e Civil de Goiás, de diversas regiões do Estado, participaram de reunião nesta quinta-feira (20/8), no Hub Goiás, para discutir o uso da inteligência artificial no combate à violência contra a mulher. O encontro teve por objetivo abrir uma nova frente de trabalho, utilizando a tecnologia para agir preventivamente contra a violência doméstica, uma urgência que é um problema de nível nacional. O foco agora é definir como a inteligência artificial garantirá um escudo mais preciso às vítimas, atuando desde a recepção da denúncia até a fiscalização das medidas protetivas.

Promovido pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), com apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da equipe técnica da startup Pax, o evento reuniu lideranças estratégicas, como o superintendente de Ações e Operações Integradas da SSP-GO, coronel Geyson Alves Borba; e o gerente de Análises Criminais da Polícia Civil de Goiás, Gustavo José Borges de Araújo.

Encontro no Hub Goiás teve por objetivo abrir uma nova frente de trabalho, utilizando a tecnologia para agir preventivamente contra a violência doméstica

Força decisiva
A inteligência artificial já é considerada uma força decisiva no combate à violência contra a mulher em Goiás. A efetividade desse cerco digital ficou evidente em abril deste ano, com a rápida prisão do autor de um feminicídio no Jardim Petrópolis, em Aparecida de Goiânia. O rastreamento em tempo real do veículo do suspeito, viabilizado pela plataforma, foi fundamental para solucionar o crime. Após assassinar a companheira, o homem de 26 anos foi interceptado em menos de 24 horas, em uma ação conjunta de equipes da Polícia Militar.

Na fase investigativa, o uso de dados integrados antecipa tragédias e soluciona casos complexos, como explica a titular da Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (Deaem), Ana Elisa Gomes Martins. “O objetivo não é apenas reprimir, mas prever ocorrências que poderiam ser mais graves. Quando o sistema cruza dados de crimes praticados com o mesmo modus operandi, ele nos devolve informações relevantes que aceleram a identificação de autores, inclusive em crimes sexuais onde a autoria é desconhecida. A solução está nessa união de forças com o auxílio da tecnologia”, destaca a delegada.

Na ponta do atendimento, a ferramenta é vista como reforço vital. Integrante do 4º Batalhão Maria da Penha de Águas Lindas de Goiás, a cabo Lilianne Horovits ressalta o impacto diário. “O desenvolvimento tecnológico é um grande parceiro. Ter essa inovação nos auxiliando a prestar um serviço de segurança e prevenção essencial, pois precisamos de todos os recursos possíveis ao nosso lado“, pontua.

Em encontro no Hub Goiás, representantes de forças policiais de diversas regiões do Estado debatem uso da ferramenta digital na prevenção contra a violência doméstica

Com as demandas mapeadas, o próximo passo são visitas às unidades policiais para transformar as necessidades em ferramentas de uso diário. Para o superintendente de Ações e Operações Integradas da SSP-GO, Geyson Alves Borba, a urgência exige ação. “A tecnologia já é uma realidade e deve ser empregada de forma estratégica. Nosso foco é garantir que os alinhamentos de hoje se tornem uma prática efetiva e integrada em todas as nossas forças policiais”, diz.

Esta visão é compartilhada pela inteligência da Polícia Civil. “Com a inteligência artificial do nosso lado, o aparato de segurança de Goiás se prepara para agir preventivamente no combate ao crime contra a mulher“, ressalta o gerente de Análises Criminais, Gustavo Araújo.

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