Início » Goiano deixa Hidrolândia a pé e inicia caminhada de 24 mil quilômetros até o Alasca

Goiano deixa Hidrolândia a pé e inicia caminhada de 24 mil quilômetros até o Alasca

de Antônio Paulino
6452 visitas

Depois de percorrer o Brasil e parte da América do Sul de bicicleta por mais de 600 dias, um aventureiro goiano decidiu elevar o desafio. Em março deste ano, Fábio Santos, conhecido nas redes sociais como Aventuras do Formiga, deixou Hidrolândia a pé com destino ao Alasca, em uma expedição de 24 mil quilômetros que deve durar cerca de três anos. Formiga revelou que a caminhada vai muito além de alcançar o extremo norte do continente. “Eu acho que vou contar a história das pessoas que estiveram pelo caminho e me estenderam a mão”, disse.

A relação de Fábio com as aventuras começou ainda na infância. Segundo ele, a inspiração veio de um vizinho alemão chamado Willy, que costumava viajar de bicicleta e compartilhar histórias das jornadas que fazia pelo Brasil. “Sempre fui aventureiro. Eu adorava ouvir as histórias dele e conhecer o mundo através daquelas aventuras. Foi ali que nasceu esse sonho”, relembra.

Aos 47 anos, Fábio Santos transformou um sonho cultivado por mais de uma década em uma caminhada continental

A primeira viagem aconteceu aos 17 anos, quando pedalou até Blumenau e Curitiba. Depois vieram expedições para diferentes regiões do país, incluindo a Amazônia, Corumbá, a Chapada Diamantina e a Chapada dos Veadeiros. O hábito de viajar durante as férias acabou se transformando em um estilo de vida.

Mil dias rumo ao extremo norte

Em 2010, ele encarou uma das maiores aventuras da época: uma viagem de bicicleta que passou pela Amazônia, pela Bolívia e chegou até Ushuaia, no extremo sul da Argentina. A expedição, planejada inicialmente para durar um ano, acabou se estendendo por 623 dias.

Quando voltei, fiquei pensando: se em 623 dias eu cheguei ao Ushuaia, onde eu chegaria se tivesse mil dias? Foi aí que nasceu a ideia do Alasca”, conta.

Apesar de ter surgido há mais de uma década, o projeto só começou a sair do papel nos últimos anos. Para tornar a viagem possível, Fábio reorganizou a própria vida, vendeu um sítio que possuía em São Paulo e transferiu sua base para Hidrolândia, próximo da mãe. “Ser aventureiro é meu estilo de vida. Meu trabalho sempre viabilizou essas viagens e a ideia nunca saiu da minha cabeça nem do meu coração”, afirma.

0 comentario
0

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário