Candidato à Presidência da República, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) defendeu aumentar o número de mulheres como ministras do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações ocorrem em meio à crise na Suprema Corte que ganhou força nesta semana. O goiano promoveu evento eleitoral em Aparecida de Goiânia, neste domingo (6/9).
“Uma medida que será aplicada será a indicação de quatro ministras ao STF. Você nunca viu ali mulheres que compõem ou que passaram por lá constranger o País com qualquer situação como essa que vemos hoje”, defendeu Caiado, ao mencionar as investigações e denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master.

Caiado disse ser “inaceitável” e “inadmissível” a permanência de Alexandre de Moraes no STF
Na ocasião, Caiado disse ser “inaceitável” e “inadmissível” a permanência de Alexandre de Moraes no STF diante da escalada da crise envolvendo denúncias contra o ministro no caso Banco Master. “O Supremo Tribunal Federal tem que voltar a ser uma Corte que tenha credibilidade. É inaceitável, é inadmissível, com tudo aquilo que vem à tona, o ministro Alexandre Moraes continuar ali dando decisões e julgando o processo, sendo que o que se tornou público não o credencia mais a fazer parte daquele colegiado”, pontuou o candidato à Presidência.
As declarações do goiano surgem após a divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, que desencadeou nesta semana uma das crises mais graves da história recente do STF. O material aproximou o ex-dono do Banco Master do ministro Alexandre de Moraes, colocou sob suspeita procedimentos adotados pelo relator do caso, André Mendonça, e dividiu os integrantes da Corte.
O confronto ganhou dimensão institucional quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado e protocolou a solicitação no inquérito das fake news, relatado por ele próprio. O presidente do STF, Edson Fachin, interveio nesta sexta-feira (4/9), retirou o pedido desse inquérito e cobrou explicações dos envolvidos.
Neste contexto, Caiado disse que a população brasileira está “estarrecida” e afirmou que a sociedade não admite que o assunto seja “varrido para debaixo do tapete”.
“Chegando à Presidência da República, além de impor teses, encaminharei ao Congresso Nacional que o ministro do Supremo só poderá assumir o cargo aos 60 anos ou mais, com currículo de vida reconhecido pelo seu conhecimento jurídico e pela sua vida ilibada. Além disso, ele terá também, ao chegar aos 75 anos, que se desligar e ficar dois anos sem poder aparecer, quatro anos sem poder exercer a profissão e oito anos sem poder ser candidato em uma eleição”.
Fonte: A Redação