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“Queriam me tirar da chapa”, diz Adriana Accorsi ao relatar misoginia no PT de Goiás

de Antônio Paulino
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A deputada federal e presidente do PT em Goiás, Adriana Accorsi, relatou neste sábado, 11, que sofreu misoginia dentro do próprio partido por parte de pré-candidatos à Câmara Federal por Goiás, que, segundo ela, tentavam retirá-la da disputa pela reeleição. “Queriam me tirar da chapa”, declarou ao Jornal Opção, durante evento voltado às mulheres, em Goiânia.

A parlamentar reforçou que sua decisão de disputar um novo mandato está consolidada e foi respeitada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele disse que não ia permitir ninguém violentar a minha vontade. Que a mulher tem o direito de estar onde ela quiser.”

Pré-candidata a deputada federal

Adriana afirmou que sua pré-candidatura à reeleição foi lançada publicamente no último dia 2 e que não existe mais qualquer possibilidade de disputar o Governo de Goiás. “Eu já tinha tomado essa decisão. Lancei minha pré-candidatura aqui dia 2. Essa decisão já está definitiva, não tem retorno”, afirmou. Segundo ela, o partido já definiu que o nome para a disputa do Palácio das Esmeraldas será o do decano petista Luiz Cesar Bueno.

Ao comentar a pressão que recebeu internamente, a deputada disse que alguns parlamentares pretendiam tirá-la da chapa de candidatos à Câmara para que ela assumisse a candidatura ao governo estadual. Apesar disso, afirmou que sua posição foi acolhida pela direção nacional do PT e, especialmente, pelo presidente Lula.

Fui tratada com muito carinho pelo presidente Lula. Ele disse que não ia permitir ninguém violentar a minha vontade. Que a mulher tem o direito de estar onde ela quiser. Ele sempre me respeitou. Eu sou vice-líder dele na Câmara e sempre fui respeitada por ele”, declarou.

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