O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o governador Daniel Vilela (MDB) e o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), defenderam o respeito ao resultado das urnas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25).
Os três participaram de um pronunciamento no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, ao lado da senadora eleita Gracinha Caiado (UB), após a definição do segundo turno presidencial.
Apesar de terem apoiado Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, reconheceram a decisão dos eleitores e apresentaram expectativas para o próximo mandato presidencial.

Ronaldo Caiado, Daniel Vilela e Sandro Mabel durante pronunciamento sobre o resultado das eleições presidenciais de 2026 Foto: Reprodução/Redes sociais
Caiado defende decisão da maioria
Primeiro a se manifestar, Caiado afirmou que o grupo político trabalhou pela eleição de um candidato que representasse mudanças na administração federal.
O ex-governador destacou que defendia uma renovação nas políticas econômicas e no desenvolvimento do país, mas ressaltou que a escolha dos brasileiros precisa ser respeitada.
“Nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica”, declarou.
Caiado também mencionou os avanços que atribui à gestão de seu grupo político em Goiás, especialmente nas áreas de educação, tecnologia, inovação e agropecuária.
Daniel cobra mudanças no governo Lula
Na sequência, Daniel Vilela afirmou que o resultado das eleições representa a vontade soberana dos brasileiros, independentemente das preferências políticas de cada grupo.
“A votação das urnas é soberana. É a vontade do povo brasileiro. Democratas como somos, temos que reconhecer o resultado das urnas”, afirmou.
O governador relembrou que seu grupo apoiou Caiado no primeiro turno e Flávio Bolsonaro no segundo. Com a vitória de Lula, defendeu que o presidente adote uma condução diferente da apresentada no mandato anterior.
Entre as reivindicações estão responsabilidade fiscal, maior diálogo com governadores e ausência de retaliações contra estados administrados por adversários políticos.