Um alerta importante foi feito pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) sobre o Concurso Público nº 3/2025 realizado em Catalão. A instituição recomendou que provas sejam reaplicadas depois de identificar indícios de repetição e plágio de questões que podem comprometer a lisura do processo seletivo.
Um inquérito civil conduzido pela 5ª Promotoria de Justiça de Catalão apontou que houve reaproveitamento de perguntas já utilizadas em concursos anteriores. A própria Fundação Aroeira, responsável pela organização, admitiu falha operacional ao reconhecer que questões de conhecimentos gerais aplicadas em abril de 2026 já tinham sido usadas em março do mesmo ano em outro concurso da prefeitura e da Câmara Municipal. Por isso, cinco questões foram anuladas para cargos de nível médio.

Um levantamento do MP-GO mostrou que os problemas não se limitaram a esse caso | Foto: reprodução
Um levantamento do MP-GO mostrou que os problemas não se limitaram a esse caso. Foram identificadas dez questões repetidas em provas de nível fundamental e indícios de reaproveitamento de perguntas na avaliação para o cargo de fisioterapeuta. Entre as questões de conhecimentos específicos, várias apresentaram semelhança substancial com materiais de bancas renomadas como FGV, Cebraspe, IBFC, Instituto Verbena e Fundatec.
Uma preocupação central destacada pela promotora Ariete Cristina Rodrigues Vale é que a repetição de questões fere princípios constitucionais da administração pública. A prática compromete a igualdade de condições entre candidatos e a moralidade administrativa, já que concursos ocorreram em datas diferentes e permitiram que candidatos participassem de mais de um certame.
Uma recomendação foi expedida para que a homologação final do concurso permaneça suspensa até que todas as irregularidades sejam sanadas. O MP-GO orientou a reaplicação das provas de nível médio afetadas pela anulação, das provas de nível fundamental com repetição de questões e da prova para fisioterapeuta. O órgão reforçou que as novas avaliações devem garantir ineditismo e respeitar princípios como legalidade, publicidade, eficiência e isonomia.
Um prazo de dez dias foi dado para que o município de Catalão, o Fundo Municipal de Saúde, a Câmara Municipal e a Fundação Aroeira informem se irão acatar as medidas e apresentem documentos que comprovem as providências adotadas.

