A Polícia Militar de São Paulo prendeu Stefania Andrade Resende neste sábado (28), na cidade de Sumaré. Ela estava foragida desde setembro de 2025, quando foi condenada pela morte da família Monare em um trágico acidente ocorrido em 2018. A captura aconteceu durante uma abordagem de rotina, momento em que os agentes confirmaram o mandado de prisão em aberto no sistema.

Família Monare, de Araguari – Foto: Reprodução /Facebook
Detalhes da prisão em Sumaré
Stefania não compareceu ao seu julgamento no Fórum de Araguari no ano passado. Na ocasião, a Justiça a sentenciou a 12 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Após a abordagem policial em solo paulista, as autoridades recolheram a condenada à Cadeia Pública de Sumaré. Agora, ela permanece à disposição do Poder Judiciário mineiro para o cumprimento da pena.
Na época do júri, a defesa de Stefania alegou dificuldades financeiras para justificar a ausência dela no Triângulo Mineiro. Segundo os advogados, a mulher já residia no estado de São Paulo há cerca de três anos.
Relembre o caso da família Monare
O crime que chocou a região aconteceu em outubro de 2018, na rodovia BR-050. De acordo com os autos, o carro em que a família estava foi atingido na traseira e lançado para fora da pista. O impacto causou a morte de Alessandro Monare, Belkis da Silva Miguel Monare e do filho mais velho do casal, Samuel, que tinha apenas 8 anos.
O caso ganhou repercussão nacional devido à sobrevivência do filho caçula, na época com 6 anos. A criança passou dois dias sozinha em meio ao matagal, ao lado dos corpos dos familiares, até ser resgatada pelas equipes de socorro.
Indenização e sentença
Além da pena de reclusão, a Justiça determinou que Stefania pague uma indenização por danos morais ao único sobrevivente da tragédia. O valor totaliza R$ 300 mil e deve ter o pagamento iniciado imediatamente. A prisão encerra um período de buscas que durava seis meses.

