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Grupo Trebeschi entra em recuperação judicial em Araguari

de Antônio Paulino
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O Grupo Trebeschi, referência nacional na produção de tomates, protocolou um pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Cível da Comarca de Araguari nesta semana. A empresa mineira enfrenta uma crise financeira aguda, com um passivo total que soma R$ 1,27 bilhão. O objetivo da medida é reestruturar as dívidas bilionárias e garantir a continuidade das operações no Triângulo Mineiro e em outras regiões do país.

De acordo com a petição inicial, o grupo possui ativos avaliados em aproximadamente R$ 287 milhões. No entanto, esse valor revela um déficit preocupante de quase R$ 1 bilhão em relação ao endividamento total. Por essa razão, a justiça fixou o valor da causa em R$ 637 milhões. O processo inclui diversas empresas do conglomerado e os produtores rurais Edson e Érico Trebeschi, que comandam a produção integrada de hortaliças e grãos.

Gigante da produção de tomates em Minas Gerais acumula dívida de R$ 1,27 bilhão e busca reestruturação financeira para manter atividades

Fatores que causaram a crise

A diretoria do grupo aponta que fatores externos severos prejudicaram o fluxo de caixa nos últimos anos. Primeiramente, as adversidades climáticas reduziram a produtividade no campo. Além disso, o aumento expressivo nos custos de fertilizantes e a elevação das taxas de juros pressionaram as margens de lucro. Recentemente, a queda nos preços de commodities como soja e milho também agravou a situação financeira da companhia.

Busca por novos créditos

Entre os anos de 2024 e 2025, o Grupo Trebeschi contratou mais de R$ 500 milhões em novos financiamentos. O grupo utilizou esses recursos para tentar manter as atividades operacionais, mas o endividamento tornou-se insustentável. Anteriormente, apenas os contratos de custeio agrícola já ultrapassavam a marca de R$ 176 milhões.

Viabilidade econômica

Apesar do cenário crítico, os requerentes defendem que a empresa ainda é viável economicamente. Por meio da recuperação judicial, o grupo pretende apresentar um plano aos credores para preservar empregos e honrar compromissos no longo prazo. Portanto, a medida funciona como um fôlego para que uma das maiores potências da tomaticultura brasileira reorganize suas contas.

As informações são do portal Diário do Comércio.

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